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text vs graphical games

Alguém uma vez disse, sobre jogos antigos:  Gráficos não podem arruinar um jogo.

oh, mas podem, sim!

Mystery House:

King’s Quest:

Não sei quanto à vocês, mas essas ilustrações são realmente cruas e risíveis, a despeito de serem o melhor “eye candy” na época.

Mesmo Myst, Prince of Persia, Another World, Metal Gear Solid, Soul Reaver, Ico e tantos outros sofrem desse mal, dessa descoloração que o tempo imprime à tecnologias gráficas do passado.

Essa ilustração no entanto é tão evocativa atemporal quanto sempre foi:

“YOU ARE IN A SPLENDID CHAMBER THIRTY FEET HIGH. THE WALLS ARE FROZEN RIVERS OF ORANGE STONE.”

Não há substituto para palavras quando se trata de fazer a imaginação de alguém fluir.  Não há render engine capaz de se comparar também, a não ser talvez a de alguma eventual Matrix.

Suspeito que o gosto por gráficos a qualquer custo, nem que sejam tranqueiras medonhas e primitivas como as acima, apenas revele uma preguiça extraordinária e uma incapacidade para soltar a imaginação…

originally I posted this rant here.

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  1. ale
    25/02/2010 às 11:48

    “Sim eu sou aquele o cara chato comenta em posts antigos:”

    Dito isso tenho que ressaltar uma qualidade nos nos jogos gráficos que não existe na literatura/jogos em texto , existe apenas nas artes plásticas/musica e … jogos gráficos .

    O reconhecimento sensorial, não precisa ser traduzido ,consequentemente é acessível a praticamente qualquer ser humano.

    Se você observar os gráficos de certos jogos antigos como “arte” (sem exageros vamos apenas chamar assim), por pior que seja, há uma mensagem ali e você pode receber ela sem traduções/interpretações.

    E claro, quando a mensagem é passada de forma explicita com gráficos/imagens a imaginação é prejudicada (ou completamente anulada).

    • 26/02/2010 às 20:20

      Acho excelente comentar sobre posts “antigos”, eu mesmo sou arqueologista em outros sites… 🙂 E no caso de posts sobre games, é o que espero mesmo.

      “o reconhecimento sensorial não precisa ser traduzido”

      Discordo. Música, por exemplo, é uma arte completamente abstrata (letra é literatura, outra arte). Você pode ouvir sons, mas eles não te dirão nada se você não conseguir discernir estruturas, padrões e temas recorrentes e variações sobre eles e lhes dar um sentido particular. O reconhecimento sensorial é sentido pelo ouvido e o cérebro traduz e lhes dá um sentido.

      Ou gráficos de games antigos, digamos, pong. 1 linha em cada lado e um quadrado pra lá e pra cá no meio. É isso o que a cena mostra, mas o cérebro interpreta como uma óbvia simulação primitiva de um jogo de tênis.

      Há sempre tradução envolvida em algum nível em nossa relação com expressões artísticas. Mas concordo com você que gráficos e sons são uma linguagem própria e acessível mesmo para quem tem dificuldades com uma língua estrangeira, como inglês.

  2. ale
    28/02/2010 às 08:54

    “Ou gráficos de games antigos, digamos, pong. 1 linha em cada lado e um quadrado pra lá e pra cá no meio. É isso o que a cena mostra, mas o cérebro interpreta como uma óbvia simulação primitiva de um jogo de tênis.”

    Sim, mais usando um exemplo absurdo, imagine um pessoa que nunca viu um jogo de tênis real (um índio, não sei). Mesmo sem nunhuma referencia eu não posso negar que talvez ela seja capaz de entender e jogar pong, eu acredito que esse possa ser o mérito dos gráficos.

    Sobre musica você usou um exemplo de musicas que possuem letra (musica pop é predominante).

    Historinha:

    Quando eu tinha 4,5 anos minha colocava Beatles pra mim escutar, eu gostava e ainda gosto, a diferença é que hoje eu entendo o “hey menina deixa eu segurar sua mão” que eles cantavam 🙂

    Mas eu consiga ver a estrutura da musica de uma forma geral (talvez por ser “primitiva”) mesmo sem entender a letra não impediu uma experiência agradável, parecida com a dos jogos gráficos da época, que usam textos em inglês para algumas coisas mas não obstruíram completamente a diversão.

    Bom é um exemplo pessoal talvez simplesmente não funcione.

    Pra terminar quero dizer que não sou nenhum psicopata que odeia inglês ou jogos em texto (conheço pouco pra dizer a verdade) .

    E se alguma coisa precisa ser escrita pra ser o mais próximo possível do universal, o inglês ainda é a melhor opção que nos temos, mesmo que o meu seja medíocre 🙂

    • 28/02/2010 às 16:28

      São bons exemplos. Particularmente no caso de canções estrangeiras, eu preferia na época em que não sabia inglês. 🙂

      Gráficos sem dúvida são mais intuitivos e imediatamente acessíveis. Eu mesmo estou ansioso por Heavy Rain, que é basicamente um graphical adventure em roupagem nova.

      No caso de ficção há todo o processo de ler, traduzir e imaginar aquilo. Por si só, leitura demanda não apenas atenção, mas também uma participação ativa e criativa de seu público. Em IF, o fato de você interagir escrevendo só aumenta essa dinâmica. Gostaria que houvesse uma forma simples de traduzir esses jogos estrangeiros para torná-los acessíveis ao público brasileiro, mas não há. 😛

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